3 maneiras de aplicar a gamificação no seu dia a dia

3 maneiras de aplicar a gamificação no seu dia a dia

Última atualização:
13/12/2022
Pessoa autora:
Krisna
Categorias:

A gamificação — também chamada de gamification ou ludificação — é o uso de mecânicas típicas dos jogos em outros contextos e cenários, de forma a estimular determinados comportamentos e sentimentos.

Utilizando-se de elementos como avatares, sistemas de pontuação, narrativas, barras de progressão e recompensas, a gamificação gera mais envolvimento e engajamento, motivando os indivíduos a executar uma atividade e/ou alcançar um objetivo. Além disso,  também pode ajudá-los a realizar um processo desagradável de maneira mais leve e prazerosa.

Essa é uma técnica que pode ser aplicada, por exemplo, em dinâmicas de grupo, programas de recompensas, campanhas publicitárias, sites e apps, treinamentos, atividades educacionais, processos seletivos e muito mais.

Confira, abaixo, 3 elementos da gamificação que você pode incluir em diversas atividades do seu dia a dia:

Progressão

Uma tarefa desagradável ou complexa pode ser mais facilmente encarada se dividirmos o trabalho em pequenas tarefas e estabelecermos uma forma de acompanhar visualmente a evolução da atividade. Dessa forma, o processo como um todo parece menos intimidador, aumentando a motivação do indivíduo para começar a atividade. Cada etapa completada gera um sentimento de orgulho ou satisfação pessoal e impulsiona o desejo de terminar a tarefa.

Outra maneira de aplicar esse elemento é no preenchimento de um formulário de inscrição, página de cadastro ou teste, por exemplo. Ao deixar claro a quantidade de etapas e a progressão, o usuário já sabe o que esperar desde o início, diminuindo as chances do mesmo ficar desanimado (seja por não saber quanto ainda falta ou por não enxergar uma evolução) e desistir no meio do caminho.

A progressão pode ser apontada através de barras ou círculos de progresso, checklists,  etapas numéricas (etapa 1/5, por exemplo) ou outra forma de sinalização visual que você preferir. O importante é representar a evolução do processo e o quanto ainda falta para o final dele.

Prêmios e recompensas

Estabelecer uma recompensa é um dos principais motivadores para fazer com que alguém — ou você mesmo — alcance determinado objetivo. Ela pode ser simbólica (como uma medalha, um reconhecimento ou um troféu), cumulativa (como juntar selos para trocar por um prêmio, descontos progressivos de acordo com a quantidade de itens ou valor da compra e recompensas crescentes a cada milestone alcançado) ou algo de valor (como prêmios em dinheiro, automóveis e eletrônicos), por exemplo.

Independente do tipo de prêmio ou recompensa, essa mecânica desperta um desejo de completar a ação imposta a fim de receber algo em troca. Suponhamos que você queira trocar de celular e ao mesmo tempo tem uma meta pessoal importante que gostaria de cumprir. Nesse caso, você pode determinar o cumprimento dessa meta como pré-requisito para a compra do novo celular e, assim, ter uma motivação a mais para alcançar sua meta o quanto antes.

Já ao aplicar essa mecânica em um contexto com múltiplos indivíduos, como treinamentos, dinâmicas em grupo e metas de vendas, é possível também estimular outros sentimentos e comportamentos de acordo com o resultado que você deseja alcançar. Por exemplo: se a sua estratégia envolve aguçar a competição entre os participantes, é possível aplicar uma atividade ou meta onde apenas os três primeiros lugares serão recompensados. Em contrapartida, se seu objetivo é promover a colaboração entre eles, faz sentido estabelecer uma mecânica na qual eles só serão recompensados caso trabalhem em conjunto.

Storytelling

Uma boa história é capaz de envolver, emocionar, conectar e engajar as pessoas. Por isso, criar narrativas impactantes é um fator importante para comunicar uma mensagem de maneira mais efetiva e alcançar o efeito desejado.

Incluir elementos de storytelling dentro de uma aula, por exemplo, ajuda a manter a concentração e o foco dos alunos no tema que está sendo apresentado e facilita o entendimento e a absorção daquele conhecimento.

Já em campanhas publicitárias, sites e redes sociais, o storytelling também é uma forma de fortalecer o branding de um negócio e/ou convencer o público a consumir os produtos e serviços do mesmo.

Em uma atividade de brainstorming, sessão de focus group ou um case de processo seletivo, por exemplo, um bom storytelling contribui para que os participantes entendam melhor o contexto, se identifiquem com o problema apresentado e busquem a melhor maneira de solucioná-lo, gerando, assim, um maior engajamento em torno do exercício.

Ou seja, uma narrativa bem contada e bem trabalhada — assim como a falta dela — pode ser a base para o sucesso — ou o fracasso — de uma estratégia ou atividade.

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